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Resposta rápida: O shock loss é uma queda temporária do cabelo implantado que costuma surgir durante as primeiras semanas depois de um transplante capilar. É uma resposta fisiológica normal do folículo depois do transplante e não implica a perda do folículo transplantado.
Artigo escrito pela Dra. Andrea Galaviz, especialista em cirurgia capilar e tricologia.
O shock loss é uma perda transitória de cabelo que costuma ocorrer entre a segunda e a sexta semana depois do transplante capilar.
É uma das situações que mais preocupação gera em pacientes recém-transplantados, já que a queda do cabelo implantado pode ser interpretada erradamente como uma falha do procedimento.
No entanto, do ponto de vista médico, o shock loss faz parte da resposta fisiológica normal do folículo piloso depois do transplante.
É importante diferenciar entre:
Durante o shock loss, o folículo permanece viável sob a pele. O que cai é a haste pilosa.
Durante um transplante capilar, as unidades foliculares são extraídas da zona doadora, manipuladas durante o procedimento e implantadas numa nova localização.
Este processo provoca um stress biológico transitório sobre o folículo. Como consequência, muitos folículos entram de forma prematura em fase telógena, uma etapa natural do ciclo capilar associada ao repouso e à queda de cabelo.
O resultado é uma queda temporária do cabelo implantado antes de o crescimento voltar a ativar-se.
O cabelo segue um ciclo biológico normal composto por três fases:
Depois do transplante capilar, uma grande parte dos folículos entra temporariamente em fase telógena de forma sincronizada. Isto explica por que muitos pacientes notam uma perda repentina de densidade semanas depois do procedimento.
A evolução habitual costuma seguir este padrão:
A velocidade de recuperação pode variar consoante cada paciente, o tipo de transplante e as características do couro cabeludo.
Não.
A queda do cabelo implantado não implica que o transplante tenha falhado. Na maioria dos casos, o folículo permanece intacto e reinicia progressivamente a sua atividade depois de terminar a fase de repouso.
Por este motivo, o shock loss deve interpretar-se como uma etapa esperada dentro da evolução do cabelo transplantado.
Durante as semanas seguintes ao transplante, o couro cabeludo costuma estar mais sensível do que o habitual. É normal que surjam:
Durante esta etapa, o uso de produtos pouco adequados pode aumentar a sensibilidade e tornar a lavagem mais desconfortável. Consulta o guia sobre comichão depois de um transplante capilar: causas e como aliviá-la.
O objetivo do cuidado durante esta etapa não é evitar o shock loss, mas sim manter um ambiente adequado para que o folículo retome a sua atividade com normalidade.
Durante esta fase costuma recomendar-se:
Consulta o guia completo sobre como lavar o couro cabeludo depois de um transplante capilar.
Depois do transplante, o couro cabeludo pode reagir pior a fórmulas convencionais não formuladas especificamente para esta etapa.
O champô que uses durante o shock loss pode influenciar o conforto do couro cabeludo e a forma como se sentem a comichão, a tensão ou a sensibilidade.
Um champô adequado para o cuidado do cabelo transplantado deve:
Nem qualquer champô "suave" serve. Consulta o guia sobre que champô usar depois de um transplante capilar para veres que ingredientes evitar e por que importa a formulação.
Ver champô para transplante capilar FOLIC →
Depois da fase de shock loss, o crescimento capilar costuma evoluir de forma gradual:
Para compreender como evolui o cabelo transplantado em cada etapa, consulta o guia completo sobre como evolui o cabelo transplantado depois de um transplante capilar.
O shock loss é uma resposta fisiológica normal depois de um transplante capilar. Não representa uma complicação nem implica a perda do folículo transplantado.
Compreender este processo ajuda a reduzir a ansiedade e a manter uma rotina de cuidado adequada durante toda a evolução do cabelo transplantado.
O transplante não termina no quirófano: o cuidado diário também faz parte do processo.
A Dra. Andrea Galaviz é médica cirurgiã especialista em cirurgia capilar e tricologia, com formação em Microtransplante Capilar e Tricologia pela Universidade UDIMA e Mestrado em Medicina Estética e Antienvelhecimento pela Universidade Complutense de Madrid.
Ao longo da sua trajetória profissional realizou milhares de intervenções capilares através da técnica FUE, participando no acompanhamento e cuidado de pacientes durante todas as fases de evolução do cabelo transplantado.
A sua abordagem centra-se na naturalidade do resultado, na saúde do couro cabeludo e no acompanhamento médico durante todo o processo.